Quarta-feira, 03 de novembro de 2010 as 17:18:52
Review God of War: Ghost of Sparta
Kratos desembarca no PSP novamente, com mais um “Preenchedor de buraco”na historia de God of War. Desta vez, Kratos parte numa incansável busca atrás de seu irmão, Deimos, que a muito tempo foi levado pelos Deuses, por ter sido marcado com o futuro guerreiro que iria destruir o Olímpio. Escolheram mal Deuses, escolheram mal.
Sem sombra de duvidas, a Ready At Dawn entrega novamente o hype. É difícil fazer um review sobre God Of War, pois é uma franquia muito bem estabelecida, com um padrão de qualidade já fincado na mais solida terra, é praticamente impossível algo da marca God of War, sair ruim, ou meia boca. (Fora o PSP do GoW, que é horrível!).
Bem, rasgação de seda a parte, vamos direto ao assunto que interessa.
A Jogabilidade é praticamente a mesma da versão anterior para o portátil, Chains of Olympus, na qual consegue suprir a falta do segundo analógico, e a ausência do L2 e R2. O layout permanece o mesmo, sendo o digital para trocar de armas e acionar magias, analógico para mover Kratos, L e R funcionando como Defesa e armas secundarias, e usando L+R+Analógico, Kratos esquiva, como se faz no segundo analógico do PS2/PS3.
A arte do jogo continua fantástica, outro belo trabalho da RaD, que consegue o jogo ser bonito, e fluido no PS3, não existe queda de frames, nem quando a tela está inundada de inimigos, mas em alguns lugares mais vazios, percebe-se que a taxa de quadros aumenta absurdamente, o que nos faz pensar que o PSP está suando quando você tem mais de dois ou três inimigos grandes na tela.
Os inimigos são praticamente os mesmos da serie, nada de novo nesse ponto, apesar de serem desafiadores, e sempre aparecerem num numero grande, conforme vamos avançando e obtendo upgrades para as armas/magias, Kratos esmaga seus adversários cada vez com mais facilidade.
Dentre os itens do jogo, nada muda muito. Ainda temos as Orbs Vermelhas, Verdes e Azuis, que servem para Upgrades, Energia e Magia, na mesma ordem, Os Gorgon Eyes, para aumentar a barra de energia, as Phoenix Feathers, para aumentar a barra de magia, e os Minotaur Horns, para aumentar a sua barra especial, que como no GoW 3, da um poder especial a Blades of Athena, que envolve a mesma em chamas enquanto o botão R é pressionado, sendo necessária para abrir algumas portas, e arrancar a armadura de alguns inimigos.
Ao contrario do que vimos no 3, e seguindo a historia de progressão de Kratos, em Ghost of Sparta, as magias são separadas das armas, como nas versões anteriores, existem duas magias disponíveis, a primeira, chamada de Eye of Atlantis, é nossa velha conhecida magia que eletrocuta os inimigos, e a outra, já mais nova e mais original, chamada de Scourge of Erinys, suga a energia vital de seus inimigos, e muitas vezes trazendo algumas orbs verdes a Kratos, o que pode ser muito útil quando a barra de energia está cheia, mas a de energia, quase vazia. Existem duas armas disponíveis, as velhas conhecidas Blades of Athenas, e uma nova arma, que finalmente apareceu na serie, que Kratos sendo um general espartano, nunca foi visto com armas espartanas. Pra corrigir esse erro, chega a Arms of Sparta, que consiste de uma lança e escudo, onde Kratos pode defender e se movimentar ao mesmo tempo, e também atirar lanças nos inimigos mais longe, ou de difícil acesso.
Até agora, nada de novo, jogabilidade boa, gráficos que com certeza levarão o titulo de melhor do PSP até agora, e dificuldade na medida. Mas o que faz desse God of War diferente, especial? Pergunta simples de responder: A sua historia.
O game se passa logo apos os acontecimentos de God of War 1, onde Kratos acaba de assumir o trono de Ares, mas ainda perseguido por suas visões e tormentos, Kratos tem uma visão de sua mãe, pedindo em seu leito de morte, que ele salve seu irmão, Deimos. Kratos convencido de que pode mudar essa visão, e fazer diferente, parte numa jornada através de Atlantis, Esparta, e o até então desconhecido reino de Thanathos, o Deus da Morte. Diferente de todos os outros jogos da serie, nessa podemos conhecer um pouco mais da historia de Kratos antes da sua rixa com os deuses, vemos um pouco de sua infância, vemos também o lado mais humano de Kratos, seus lamentos, arrependimentos, o seu relacionamento e respeito pelos outros soldados de Esparta, conhecemos também nas primeiras cenas a mãe de Kratos, e o fato de usarem Deuses e personagens ainda não explorados na serie, como Thanatos, da um novo fôlego a historia, fugindo do tom “Morte a Zeus”da serie.
O valor de replay é um pouco baixo, mas como visto em GoW III, existem as relíquias que você coleta durante o game, que você pode usar apos terminar o game, para ajudar na jogatina. Apesar de não parecer interessante, existe uma grande quantidade de conteúdo extra, mas que é desbloqueado usando as orbs vermelhas para comprar, sendo necessário jogar os vários desafios que o game proporciona, e terminar pelo menos mais uma vez o game para conseguir orbs suficientes para liberar todo o conteúdo. A duração do jogo também é boa, como um experiente na serie, levei pouco mais de seis horas e 30 minutos para fechar a historia no modo normal.
E com certeza alguém vai perguntar, sobre a questão de nudez e os infames minigames de sexo, a nudez no jogo é maneirada, o que atende os propósitos do console portátil, mas o mini-game de sexo em compensação, Kratos entra num bordel em Esparta, e “traça”mais de 10 mulheres em seqüência. Acho que até ele já sabia que passaremos um bom tempo sem o ver novamente nos consoles.
Infelizmente, nem tudo é flores, a câmera fixa ainda te coloca em algumas roubadas, o que é normal nesse tipo de pratica, usar o L como powerup para as Blades of Athena atrapalham um pouco a velocidade que o game exige, e uma falha muito grande, que separa esse God of War do 10 absoluto, a falta das Boss Fights! Inexplicavelmente, Ghost of Sparta não tem praticamente nenhum chefão, o que é uma marca registrada da serie, mesmo tendo obviamente uma grande luta no final, o game inteiro praticamente não existe nenhuma luta ou desafio de arrancar os cabelos, seus ou o do seu adversário. Pena, muita pena.
Finalizando, boa jogabilidade, gráficos impecáveis sem queda de quadros, ótima adaptação para a plataforma portátil, belíssima trilha sonora, dublagem perfeita, taxa de quadros fluida, uma boa quantidade de conteúdo extra, e Kratos de uma forma praticamente ainda não vista em nenhum outro jogo da serie, garantem a Ghost of Sparta um solido 9.5! Fan-tas-ti-co!
PS: A tela de créditos do jogo é com certeza uma das maiores existentes na face da terra, com certeza ultrapassa os 5 minutos de nomes e mais nomes rolando, até acaba a musica antes de acabar as letrinhas, mas infelizmente, existe uma cena após os créditos. Vale a pena sofrer e esperar.
O que você está fazendo aqui ainda? Vai jogar, corre!
10
9
9
9.5
9.3





