Segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011 as 21:44:24
Lara Croft And The Guardian Of Light
Desde o primeiro título, a franquia Tomb Raider (1996), tenta deixar de ser um promissor game para se tornar algo mais. Sua heroína, Lara Croft, alcançou um grau de reconhecimento entre poucos no mundo dos games e abriu as portas para que novas heroínas surgissem protagonizando vários títulos.
Como dito, Tomb Raider luta para deixar de ser promissor (quem sabe com o novo game em desenvolvimento), mas a cada novo episódio lançado, a sensação de que faltava algo mais persistia já que as aventuras de Lara caíram de qualidade com o tempo, principalmente após Tomb Raider II. A Eidos recuperou o jeito com o excelente Tomb Raider Legend, mas boa parte dos fãs que haviam abandonado a franquia não retornaram para as novas aventuras da arqueóloga.
Lara Croft and The Guardian of Light não é classificado como Tomb Raider 9, talvez por isso o nome do game tenha perdido o "Tomb Raider", mas é uma verdadeira aventura de Lara Croft, e que bela aventura. As mudanças são visíveis desde o começo, esqueça a tradicional visão em terceira pessoa e prepare-se para embarcar em um mundo com visão isométrica. Não se preocupe, a Crystal Dynamics, montou um game com vários elementos clássicos mesclado a uma nova forma de se jogar um game da franquia Tomb Raider.
Lara Croft and The Guardian of Light é comercializado via download, o que inicialmente causa aquela ideia de jogo simplista, fácil, e para se jogar casualmente. Sim, realmente o game é simples, mas o que realmente impressiona é exatamente essa simplicidade. A aventura é muito viciante além de ao final dar a sensação de plenitude.
Voltando a atenção para a história, ela é inspirada em uma lenda Maia, que conta que a dois mil anos, na América do Sul, começou uma batalha entre Totec, o tal "guardião da luz", e Xolotl, um demônio. Todos os homens da tribo de Totec foram derrotados, pelo poder de Xolotl e de um artefato mágico que invocava criaturas das trevas. Totec, único sobrevivente, acabou encontrando uma maneira de selar Xolotl. Na época atual, Lara descobre a lenda citada e vai em busca do artefato. Ela rapidamente tem sucesso em obter a peça, mas é emboscada por um grupo de mercenários e tem o artefato roubado. Ignorando o que conta a lenda, eles liberam o demônio novamente. Menos mal, que Totec, que estava petrificado, é revivido junto com Xolotl, e passa a guiar nossa heroína na jornada para recuperar o artefato e novamente prender o demônio.
A jogabilidade sofreu as maiores mudanças. Lara é controlada com o analógico esquerdo, enquanto o da direita fica responsável por sua mira. Para atirar, basta pressionar um dos botões superiores do controle. Há, também, um botão para lançar um gancho, um botão armar bombas, outro para pular e um de rolamento/esquiva. Você pode mudar de armas pressionando os botões do controle digital. Os elementos clássicos da franquia Tomb Raider também estão presentes na jogabilidade, como os tradicionais quebra-cabeças, tesouros secretos, e combates cheios de desafios. A cooperação entre Lara e Totec é bem divertida, já que ele pode utilizar seu escudo para criar uma plataforma para ela usar como apoio.
O detalhamento dos ambientes vai dos mais simples até os pequenos elementos. O design do game merece destaque, como o movimento da vegetação conforme os movimentos da protagonista ou os efeitos de fogo e água, além de objetos que ao se partirem revelam uma certa física presente no game. Os estágios da aventura são grandes, com belos cenários, além de serem muito bem pensados.
A parte sonora do game, pode agradar ou não. As músicas dos estágios, são reaproveitas de versões anteriores de Tomb Raider, diga-se de passagem: Tomb Raider Legend, Tomb Raidr Underworld e Tomb Raider Anniversary. A dublagem de Lara ficou a cargo de Keeley Hawes, a mesma que dublou a heroína nos três jogos citados.
Por fim, Guardian of Light possui um modo cooperativo para até dois gamers e apenas offline. A Crystal Dynamics prometeu uma pacote de atualização para se jogar online, mas até a conclusão dessa análise nada havia sido liberado. Mas, esse ponto fraco para alguns, pode reviver algo que há muito não se via nos jogos atuais, ou seja, dois amigos sentados em frente a televisão dividindo um mesmo game, cada um controlando um personagem.
Finalizando, Lara Croft and the Guardian of Light é um bom jogo, que, apesar de não ser nenhum Tomb Raider, segura bem as pontas, mesclando uma nova maneira de jogar com elementos clássicos da franquia de Lara. Apresentando uma jogabilidade excelente e viciante, esse é um game que vale a pena ser adquirido e nos faz pensar que, talvez, o próximo Tomb Raider deixe de ser uma promessa.
9.5
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