Quarta-feira, 28 de dezembro de 2011 as 11:17:56
Chapolin vs Drácula: Um Duelo Assustador, Mas nem tanto

E cumprindo uma das promessas do OrionCast! de Natal, estou ressuscitando a coluna WarpZone que irá abordar jogos do tempo da vovó. E para começar, nada melhor que a pepita de ouro: Chapolin vs Drácula. A partir de hoje, acompanhe toda quarta-feira um novo review com cheiro de mofo.
Era sexta-feira, uma típica tarde ensolarada em um dezembro dos anos 90. Não havia internet, filmes em alta resolução, smartphones, ou qualquer outra bugiganga tecnológica para distração, minha maior diversão era alugar VHSs e alguns cartuchos na locadora. Assim, lá estava eu com uma pilha de filmes do Van Damme nas mãos, quando me deparo com O Jogo: Chapolin vs Drácula: Um Duelo Assustador.
Não pode ser. Seria real? Ou era apenas mais uma alucinação? Sim, era real.
Obviamente aluguei o jogo, pois não podia deixar de conferir o game do maior super-herói do sistema solar (já esteve até em Vênus e Marte), além disso o game era todo em português, uma raridade naquela época.
Fui correndo para casa, liguei minha Telefunken de 14 polegadas com som stereo, coloquei o cartucho no Master System e liguei o aparelho.
Eis que surge o jogo:
Bom... A primeira característica que se percebe é que tirando as telas de titulo, game over e o personagem do Chapolin o resto do game não tem muito a ver com o seriado da TV. Isso porque o jogo é um hack do game Ghost House, desenvolvido pela Sega e lançado originalmente em 1986.
O objetivo do game é encontrar chaves (dessas de abrir portas, não o Chaves do seriado) que são obtidas matando os monstros espalhados pelo cenário, abrir o caixão do Drácula e empalar o pobre vampiro com a marreta biônica. Curiosamente, existem vários Dráculas no game e esse ciclo se repete durante o jogo inteiro. Após acabar com todos os Dráculas de uma fase, surge uma porta na qual leva nosso herói para um novo estágio, que é basicamente o mesmo cenário com algumas cores e inimigos diferentes.
É possível parar o tempo acendendo lâmpadas (se fosse utilizando a corneta paralisadora seria Epic Win!!) e para conseguir a marreta biônica deve-se pular sobre algumas velas que existem no cenário. É... não faz muito sentido.
Apesar da experiência frustrante e da expectativa gerada em torno de um jogo do Chapolin, no final das contas foi até divertido jogá-lo, tanto que o aluguei outras vezes. Infelizmente, a busca de um jogo verdadeiro do Polegar Vermelho ainda continua. Sigam-me os bons!


