Silent Hill: Shattered Memories (SHSM) chega ao Playstation 2 após algum tempo desde a versão lançada para Nintendo Wii. A conversão ficou muito boa e mostra que o console da Sony ainda tem lenha pra queimar.
Silent Hill: Shattered Memories não é uma continuação ou novo game baseado na franquia de grande sucesso, mas sim uma releitura do game original lançado para Playstation One. Portanto, Harry Mason, Dalia e Sheryl estão de volta ao universo Silent Hill. Mas as semelhanças com o game original terminam aí, simplesmente na utilização dos nomes e mais nada, afinal a mecânica do game é tão diferente que o jogo acabou por parecer um novo título. Assim como Silent Hill tem a sua dimensão paralela, podemos entender que SHSM é um Silent Hill de outra dimensão também.
O enredo parte do pressuposto do game original, Harry está passando pela cidade de Silent Hill, em uma noite com muita neve, levando consigo sua filha adotiva Sheryl. Os dois acabam sofrendo um acidente na auto-estrada quando Harry tenta desviar de uma garota que atravessava a pista. Quando Harry acorda, percebe que sua filha desapareceu e aí passa a buscá-la pela cidade macabra. Os personagens "clássicos" também marcam suas presenças, mas com pouco aproveitamento da estrutura narrativa do game original, aliás até mesmos as características físicas e mais sutilmente as personalidades foram alteradas. Harry utiliza óculos enquanto a bela Cybil do game original não desfila mais sua beleza. O final do game este sim é surpreendente.
Mas é na mecânica do game que estão as principais diferenças, fazendo com que os gamers aprendam toda uma nova leva de opções e comandos. Pra começar é bom aprender a correr e abrir portas com desenvoltura, afinal você vai correr e muito das criaturas que habitam a Silent Hill alternativa. "Mas peraí, e se eu mandar bala?" Nada de tiros pequeno gafanhoto, no game não são disponibilizadas armas de fogo. Aqui o negócio é correr em busca dos pontos azuis que oferecem opções de rota de fuga, e tentar se esquivar o máximo possível dos inimigos, uma vez por outra seu personagem é capturado, e você deve executar a sequência de botões da tela para se desvencilhar dos bichos feios. No máximo alguns flares (sinalizadores) são disponibilizados para manter as criaturas um pouco mais a distância. Em alguns ambientes é possível deslocar armários, quadros, mesas e cadeiras para tentar atrapalhar o progresso dos inimigos. Falando nos inimigos, neles encontra-se ouma mudança na tradição da franquia. Nos games anteriores todos os inimigos representavam algum medo retirado da mente do próprio personagem principal e materializados em forma de criaturas bizarras. Em Shattered Memories os monstros estão ali simplesmente para atuar na parte alternativa da cidade não tendo "íntima" ligação com o protagonista.
A distribuições dos botões ficaram muito boas, um analógico para controlar o personagem e outro para movimentar a câmera que por sua vez acaba mudando a direção do foco da lanterna que seu personagem empunha e não carrega mais no bolso. Um botão para correr e outro para puxar o smartphone. Aliás esse acessório é um dos mais utilizados durante o game. Com direito a tela touch screen e tudo, o pequeno aparelho serve para lhe mostrar o mapa, os itens recolhidos, fotos, gravações de áudio e é claro pra atender ligações. Com certeza Harry deveria estar sem créditos em seu smartphone, afinal ele não tenta realizar chamadas com ele. Aqui mais um pouco da mítica de Silent Hill vai por água abaixo. Se você se lembra bem, nenhum equipamento com tecnologia fora a lanterna era permitido na franquia. Em Shattered Memories até os carros funcionam. Mas enfim, o aparelhinho é bem útil. Não se esqueça de fotografar as "almas" espalhadas pelo game.
O velho esquema de alternar entre a Silent Hill verdadeira e a alternativa continua presente. Mas desta vez saem os arames, ferros destorcidos e enferrujados e entra o gelo. A Silent Hill alternativa de Shattered Memories é uma gelada só, todo o cenário é coberto com gelo, gerando uma sensação muito tensa, claustrofóbica e que se estende ao psicológico do jogador. E é exatamente neste instante que as criaturas aparecem, e aí se correr o bicho pega e se ficar o bicho come. Como de praxe, em Silent Hill estes momentos são devastadores em termos de terror psicológicos, e em Shattered Memories tornaram-se mais forte ainda devido a necessidade que o jogador tem de tomar decisões rápidas para encontrar a melhor rota de fuga com os inimigos em seu encalço.
Os tradicionais quebra-cabeças da série também foram mantidos, mas com níveis de dificuldade bem reduzidos em relação aos outros games. Provavelmente você não irá emperrar nesses desafios, nem necessitará consultar detonados ou vídeos para conseguir resolvê-los. Isso acaba por colaborar com o pior defeito do game: a duração do jogo. O game proporciona uma média de cinco à seis horas de duração. Pouco.
Na parte sonora, como você já deve imaginar, o game esbanja novamente profissionalismo. Akira Yamaoka caprichou novamente na trilha sonora e nos efeitos do game. Belas músicas, e cenários com aquela ambientação que você já conhece, mexendo com os sentimentos. Sons muito intensos nem sempre querem dizer perigo à vista, e salas muito quietas é bom redobrar a concentração. Experimente jogar em uma TV com boa saída de áudio e com um volume alto.
Os gráficos de Silent Hill: Shattered Memories são muito bons. A adequação da iluminação dos ambientes é o ponto forte, juntamente com a construção e animação dos personagens. A mudança da Silent Hill normal para a alternativa, agora é perceptível, como se um cenário descascasse e se desdobrasse, um efeito muito bacana.
Pra finalizar Silent Hill: Shattered Memories é um grande game, que revitaliza uma franquia que apresentava desgastes, principalmente após os capítulos 4 e 5 e que pode dar novos rumos a série. Nada de mudanças tão bruscas quantos as apresentadas por exemplo em Resident Evil, mas as mudanças apresentadas nesta versão foram bem aceitas, restando a Konami cuidar um pouco mais apenas com a parte mítica da franquia. A ausência de combates que podem parecer de início uma falha, deram uma nova dinâmica ao game e permitem novas formas de explorar os sustos. Mesmo para os que preferiram mudanças mais sútis, o game vale a pena, afinal se Alone in the Dark lançou o gênero Survival Horror e Resident Evil consolidou o mesmo, é a Konami com Silent Hill que mostra como se faz.
Junior17/08/2010 às 16:22:39Excelente jogo; inclusive achei até melhor que o Homecoming para PS3. A minha única ressalva, além da duração do jogo, é que pelo menos eu achei este jogo bem menos assustador que os anteriores. A parte gráfica, em se tratando de PS2, também está de bom tamanho. |
dani360s (banido)16/08/2010 às 18:02:21não tem pra xbox360 entaõ não espere muito da parte grafica |
gustavo01/06/2010 às 16:26:33ja terminei esse sh muito bom graficos zica mais umas armas ate q iriam bem |
gustavo01/06/2010 às 16:26:19ja terminei esse sh muito bom graficos zica mais umas armas ate q iriam bem |
gustavo01/06/2010 às 16:26:15ja terminei esse sh muito bom graficos zica mais umas armas ate q iriam bem |
rogersarga26/05/2010 às 07:35:11Nossa cara !!!! Q bom q finalmente saiu pra PS2, procurei esse jogo q nem louco, fiquei desanimado qdo saiu pra Wii pq pensei q naum sairia pra PS2, mas agora eh soh alegria, sou muito fã da serie SH, muito boa e assustadora |
freddy02/05/2010 às 14:17:42mandei um detonado para revista game dicas é so ir la e ver.......fuiiiiiiiiiiiii |
PauloVinicius19/04/2010 às 10:39:45Parece ser bom. |
Muvas17/04/2010 às 13:23:22Preciso do codigo do computador do diretor da Midwich High School !! Não to conseguindo descobrii ta osso !! da uma ajuda aeew ! |
Ryu11/04/2010 às 07:32:39Pablo. Você não mata os bichos, já que não possui armas. O negócio no game é correr em busca dos locais com uma marca azul brilhante, pois são as rotas de fuga. O máximo que você pode fazer é pegar os "flares" para manter a bicharada à distância. Valeu! |
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Editor:9.3
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Leitores:10
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